Ainda cheira a Outono!

Apesar das campanhas publicitárias em redor do Natal, a verdade é que ainda estamos no Outono e cheira mesmo a Outono! Na nossa sala decidimos reunir o conjunto dos nossos conhecimentos, acerca desta Estação do Ano, num painel do Outono. Também fizemos algumas experiências com as folhas e com as cores para compreendermos como se relacionam entre si.

Fomos à descoberta da Natureza do Outono no Pátio do nosso Jardim

Descobrimos paus, folhas, cascas de castanhas (restos da Festa do São Martinho), cascas de árvores, restos de sementinhas. Colámos tudo à volta do nosso painel que tinhamos já pintado com as cores do Outono.

Aproveitamos as diferentes folhas para fazermos conjuntos e também para carimbar e decorar o resto do painel. Não esquecemos de fazer alguns animais (do Outono) como caracóis e ouriços-caixeiros para enfeitarmos também o Painel.

Quisemos saber porque é que as folhas tão verdinhas mudam de cor no Outono

1. Cortámos as folhas verdes para uma taça              2. Juntámos álcool

3. Pisámos muito bem e absorvemos o líquido verde no papel. Verificámos que no papel o verde subia, mas que aparecia a cor amarela e a cor castanha.

Conclusão: todas as cores que vemos no Outono já estão nas folhas, quando a árvore produz clorofila só aparece a cor verde. Quando a árvore, no Outono deixa de produzir clorofila, as folhas morrem e aparecem as cores do Outono.

E estas são as cores do Outono:

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A festa do São Martinho

As tradições foram mais vez revisitadas na nossa sala com as comemorações do dia do S. Martinho. Não faltaram castanhas quentinhas, histórias, quadras e canções alusivas ao tema que juntou todas as salas no pátio exterior.

A Lenda do São Martinho

historia Maria Castanha

.Hist. M. Castanha

Apresentacao sala 2

apresentacao sala 3

A história da Maria Castanha

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As bactérias boas e as más!

Para encontrarmos as bactérias resolvemos realizar a experiência do leite, assim, colocámos um pouco de leite em três copos e depois colocámos o primeiro copo no frigorífico, o segundo em cima do armário e o terceiro junto à janela. Registámos esta primeira etapa e esperámos uma semana.

mat.exp.

Esta semana pegámos novamente nos copos e no primeiro dia observámos e registámos o que aconteceu ao leite dos três copos. O primeiro copo: “cheirava a leite e estava frio”; o segundo “cheirava a iogurte e estava líquido e sólido”; finalmente o terceiro “cheirava a queijo podríssimo e estava líquido”. Conversámos um pouco acerca do que provocava aquele cheiro, do aspecto do leite e porque é que o leite do frigorífico estava ainda bom. As conclusões foram as seguintes: “o leite cheira mal eu não sei porquê? Deve ter sido do sol”; “o leite está bom porque estava no frigorífico e lá está frio.”

Na realidade o leite que ficou fora do frigorífico ficou com aquele cheiro e aspecto devido às bactérias que se alimentam do próprio leite. O cheiro a queijo e o aspecto a iogurte verificado pelas crianças, prova que estes dois derivam do leite e são fruto de uma transformação bacteriológica. As bactérias gostam do sol, mas não gostam do frio, por isso, o frigorífico ajuda a preservar alimentos como o leite. Nesta experiência conseguimos descobrir as bactérias pelo cheiro.

a cheirar o leite cheirar o leite

Era importante também experimentar ver as bactérias, por isso, requisitámos um microscópio para realizarmos a segunda e terceira experiências. Primeiro explorámos o micróscopio, que já conheciamos de experiências anteriores. Verificámos as lentes, a luz e as lamelas. De seguida colocámos as bactérias do leite que parecia iogurte numa lamela e designámos de bactérias boas, depois colocámos as bactérias que existem nos nossos dentes com a ajuda de cotonetes, numa segunda lamela e designámos de bactérias más.

Algumas observações foram as seguintes:” observei uma bolinhas brancas e cinzentas que eram as bactérias boas e umas coisas pretas que eram as bactérias más. As bactérias são bichinhos que não se conseguem ver.”; “Umas eram pretas outras eram brancas e cinzentas e tinham coisas brancas. As bactérias são bichos muito pequenas, são micróbios. As boas estão nos nossos intestinos e as más nos nossos dentes.”observaçao completa

Fonte: Ciência a Brincar- Descobre a Vida!.Bizâncio, 2008.

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A nossa saúde, doenças e bactérias

As perguntas em torno da minha operação e da operação da Rafaela A, levaram-nos até ao tema das doenças. A gripe H1N1V entrou novamente nas nossas conversas e nós aproveitámos para explorar a temática e alargar os nossos conhecimentos.

Após reunirmos vários materiais como livros, fotografias e alguns vídeos, recortámos o menino doente e a menina saudável e registámos o tipo de doenças que podemos ter e os comportamentos que devemos adoptar para as evitar.

menina saudável menino doente

A história da Matilde “que grande constipação” deu-nos a ideia de escrevermos uma carta à nossa Rafaela que se encontra ainda em recuperação, decidimos também juntar o médico e enfermeiro articulados, para que ela possa distrair-se enquanto está em casa.

médico articulado

Começámos a construir um livro sobre as profissões, o qual iniciamos com os Profissionais de Saúde. Como estavam todos com vontade de serem de médicos, arranjámos a caixa do médico e pusemos lá dentro alguns objectos necessários à sua actividade como: estetoscópios, seringas, ligaduras, pensos, máscara ou tocas. Pendurámos também umas batas na área da casa e agora temos verdadeiras sessões de consultas na nossa sala.

Todos os dias há alguém que aparece com um novo objecto.

caixa medico medico

Para compreender melhor a importância de umas mãos bem lavadas, como forma de prevenção das doenças, fizemos a experiência das “mãos sujas” e concluímos que as mãos ficam limpinhas quando as lavamos com sabonete e durante muito tempo. Agora andamos à “procura” das bactérias que nos causam algumas doenças…

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O Dia da Alimentação

Depois dos ensaios e preparativos as nossas comemorações do Dia Mundial da Alimentação foi uma festa repleta de surpresas ora vejam:

A sala 3 apresentou a sua peça de teatro com fantoches: “No estranho país dos alimentos” e a canção ” A roda dos alimentos”.

a peça teatro

peça de teatro sala 3

A sala dois apresentou uma canção de roda muito divertida.

canção de roda sala 2

A sala um surpreendeu-nos com uma canção sobre os alimentos.

canção sala 1

Foi um importante dia de convívio e aprendizagem.

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“No estranho país dos alimentos”

“… a dramatização de histórias conhecidas ou inventadas… constituem ocasiões de desenvolvimento da imaginação e da linguagem verbal e não verbal.” (in O.C. pág.60, 2002)

A conversa acerca dos alimentos trouxe-nos a ideia de fazermos um teatro. Como os fantoches são o grande sucesso na nossa sala, decidimos contar uma história acerca dos alimentos/alimentação através dos mesmos. Os materiais utilizados foram 100% reciclados e incluíram desde folhas de jornal até canetas já gastas.

construção fantochesconstrução dos fantoches

construção dos fantochesconstrução dos fantoches

Hoje fizemos o nosso primeiro ensaio geral, também convidámos os amiguinhos das outras salas a virem assistir à peça” No estranho país dos alimentos” no dia 16 de Outubro e a prepararem-nos uma surpresa!

ensaio geralensaio geral1

ensaio geral 3ensaio geral 4

ensaio geral 7 ensaio geral 5

A dramatização é uma das formas mais completas de expressão. Trabalhamos a expressão oral, a postura corporal, o jogo, para além de noções plásticas e estéticas. É ainda, uma forma das crianças apreenderem conceitos relacionados com uma alimentação saudável.

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A alimentação

A roda dos alimentos

Na sequência dos trabalhos realizados com a nossa saúde, abordámos o tema da alimentação e começámos por recordar quais os alimentos mais saudáveis. Depois, recortámos vários alimentos utilizando imagens de revistas e construimos a nossa RODA DOS ALIMENTOS, que vai estar exposta na EBI de Ferreiras no dia 16 de Outubro- O Dia da Alimentação.

Também aprendemos uma canção: “A roda dos alimentos”

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À descoberta de mim, do outro, de nós.

O nosso Projecto Curricular de Estabelecimento pretende que o primeiro período seja potenciador de descobertas e experiências, que permitam à criança conhecer-se melhor e compreender o seu papel no grupo. Neste sentido, apesar de este ser o nosso terceiro ano juntos e de todos estarmos plenamente integrados na vida do Jardim de Infância, nunca é tarde para nos conhecermos melhor e estreitarmos os laços de afecto que nos unem e que nos identificam como grupo.

Assim, o trabalho desenvolveu-se no sentido da valorização do jardim-de-infância, enquanto espaço de prazer, partilha, convívio e conhecimento. Explorámos sentimentos como a alegria, a tristeza ou o medo e comportamentos/atitudes de respeito, tolerância, amizade e o divertido poema de Luísa Ducla-Soares: “Tudo ao contrário” veio-nos dar uma ajuda precisosa.

Tempo ainda para explorarmos as nossas rotinas diárias no Jardim de Infância e em Casa e descrevermos algumas atitudes/comportamentos importantes para a saúde do nosso corpo e vamos continuar a trabalhar neste tema já que se aproxima o Dia Mundial da Alimentação.

Os sentimentos:

tudo contrario

Tudo ao contrário

O menino do contra
queria tudo ao contrário:
deitava os fatos na cama
e  dormia no armário.

Das cascas dos ovos
fazia uma omelete;
para tomar banho
usava a retrete.

Andava, corria
de pernas para o ar;
se estava contente,
punha-se a chorar.

Molhava-se ao sol,
secava na chuva,
e em cada pé
usava uma luva.

Escrevia no lápis
com o papel,
achava salgado
o sabor a mel.

No dia dos anos
teve dois presentes:
um pente com velas
e um bolo com dentes.

in Poemas da mentira e da verdade de Luísa Ducla Soares

As rotinas diárias em casa:

rotina antes rotina antes 2

rotina antes 3 rotina antes 4

Algumas das actividades tarefas realizadas antes de chegarem ao Jardim de Infância.

rotina depois rotina depois 2

rotina depois 3 rotina depois 4

E algumas das actividades quando chegam a casa depois de um dia atarefado no Jardim de Infância.

A Higiene e Saúde:

o meu corpo o meu corpo 2

O meu corpo 3 O meu corpo 4

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A família e o jardim de infância

familia

Nem sempre é fácil encontrar textos escritos, por quem se dedica à temática da educação, que traduzam aquilo que o Educador pensa de forma clara e sucinta.

O texto não foi escrito por mim, mas concordo com ele na integra. É também um bom instrumento de reflexão principalmente para as famílias.

(Só um aparte, penso que nós já ultrapassámos muitas destas f(r)ases)

Só para Pais (com filhos no jardim de Infância)

1. “Proibido insultar o jardim-de-infância chamando-lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com aprender.

2. É proibido que os pais imaginem que o jardim-de-infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.

3. O jardim-de-infância assusta as crianças sempre que os pais – como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim-de-infância – lhes repetem: ” Hoje vai correr tudo bem!”

4. Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.

5. É proibido que as crianças vão dia-sim dia-não ao jardim-de-infância. E que vão, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão ” só porque sim”. O jardim-de-infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.

6. No jardim-de-infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice-versa).

7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.

8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim-de-infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim-de-infância só se abra para eles durante as festas.

9. O jardim-de-infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim-de-infância.

10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins-de-infância!”

Por Eduardo Sá (Psicólogo)

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Boas leituras em família (ou não)

livro gripe A CapaRapaz

Resolvi inaugurar um novo cantinho aqui no blogue: O cantinho das leituras.

Para abrir o apetite escolhi estas duas histórias, uma para esclarecer ou informar outra para divertir. Boas leituras.

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