Archive for Outubro, 2008

Aprender matemática com a sopa

Esta foi uma semana muito atarefada. Aproveitando a temática do Dia da Alimentação elaboramos a Pirâmide dos Alimentos e decidimos fazer uma sopa, já que esta leva todos os ingredientes necessários para uma alimentação saudável.

A sopa tinha objectivos bem definidos. Por um lado, quisemos promover uma alimentação saudável e claro está a sopa . Por outro lado, quisemos explorar conceitos matemáticos e para quem acha “esquisito” aprender matemática a fazer sopa aqui vai a “receita”:

Ingredientes:

  • Comprar ingredientes variados na cor, peso, textura e medida
  • Proporcionar o contacto directo com os ingrediente

Modo de preparação:

  • Dividir as crianças em pequenos grupos e colocar os ingredientes à sua disposição. Facultar uma faca (talher de cozinha não perigoso).
  • Dividir os ingredientes e falar acerca dos seus atributos: são grandes ou pequenos? duros/moles (etc); seleccionar e distinguir alimentos iguais e diferentes; classificar os alimentos quanto à cor; conversar acerca de dois atributos (ex: os espinafres são verdes e partem-se com facilidade); fazer comparações: qual o alimento mais duro? e qual é o mais pesado?
  • Deixar cozinhar em lume brando e rectificar os temperos (se necessário). Servir morninha!

Fácil, fácil, fácil!

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Pollock no computador

Esta semana voltamos a falar do Pollock e fizemos um painel para o placar. Ficou muito bonito e todos recordaram a técnica utilizada pelo pintor.

Entretanto, descobrimos um endereço que promete promover verdadeiras obras de arte. Vamos experimentar no jardim, podem também experimentar em casa.



http://www.jacksonpollock.org/

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Cadernos naturalistas

Chegaram os nossos cadernos de observação naturalista.

Vão servir para desenharem aquilo que observam na mãe-natureza, por isso, convém tê-los sempre à mão.

De vez enquando vão para casa, para que quando passeiem, registem os animais ou plantas que mais gostarem de observar … agora toca a passear e a desenhar.

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Valores e atitudes que contam

A área da formação pessoal e social é transversal a todas as outras áreas de desenvolvimento, o que significa que os seus conteúdo podem ser trabalhados nas áreas da expressão e comunicação e conhecimento do mundo.

A formação pessoal e social da criança tem a ver com a forma como ela se “relaciona consigo própria, com os outros e com o mundo, num processo que implica o desenvolvimento de atitudes e valores.” (In O.C. pág. 49).

É certo que ninguém nasce ensinado e também é certo que se obtêm melhores resultados, quando implicamos as crianças directamente nas grandes causas.

Desde o ano passado que a sensibilização para a protecção do ambiente têm sido a nossa prioridade. O Projecto Eco-escola veio confirmar, através da bandeira verde, os nossos esforços para proteger o Planeta Terra.

Este ano lectivo a colaboração de todos vai ser muito útil para defendermos a nossa causa maior: Proteger o Planeta e o Ambiente. Por isso, recolhemos tampinhas, rolhas, tinteiro, pilhas e outros materiais. É só entregar no Jardim de infância… não custa nada e vai ajudar muito.

Pode ficar a saber um pouco mais acerca das nossas recolhas nas nossas causas.

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Aqui há formigas…

Este projecto teve inicio nas observações das crianças acerca da existência de formigas da nossa sala.

Depois integrou também o Projecto Sair da Concha e dele resultou um livro e um cartaz que será exposto no centro de Ciência Viva de Faro a partir do dia 20 de Outubro… é claro que nós vamos ver.

http://eco-escolas-portugal.blogspot.com/

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Um artista por mês

A expressão plástica faz parte da área da expressão e comunicação e deve, entre outros, promover momentos em que a criança tenha acesso à arte e cultura, ampliando-se desta forma o seu conhecimento do mundo e desenvolvendo o seu sentido estético.

O nosso país não é comum, infelizmente, dar-se atenção à cultura e o hábito de visitar museus, galerias, exposições, teatros, está ainda longe dos outros países europeus. No sentido, de proporcionar novas e interessantes experiências às crianças, alargando os seus conhecimentos, construímos o Projecto Curricular de Estabelecimento assente numa forte componente estética e ambiental.

Na sala um vamos propor um artista plástico diferente por mês, para que as crianças tomem contacto e experimentem diferentes tipos de técnicas e materiais.

Para o mês de Outubro seleccionamos o Artista Plástico Jackson Pollock. Explorar a técnica do “gotejamento” e utilizar outros materiais, que não só os pincéis, para pintar são os nossos principais objectivos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_Pollock

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A leitura e a escrita no JI

À medida que a escolaridade obrigatória se aproxima, crescem as pressões sobre os educadores para ensinarem as “letras” e os “números”.

As Orientações Curriculares para a Educação pré-escolar (O.C.) são claras quanto a esta questão: “… pretende-se acentuar a importância de tirar partido do que a criança já sabe, permitindo-lhe contactar com as diferentes funções do código escrito. Não se trata de uma introdução formal e “clássica” à leitura e à escrita, mas de facilitar a emergência da linguagem escrita.” (p. 65)

Então se não aprendem as letras e os números o que é que afinal estão lá a fazer?

A brincar! Quando brincam com os livros, com as rimas, canções, recortes de revistas, pinturas (…) quando a aprendizagem se baseia na exploração lúdica da linguagem, as crianças apercebem-se do prazer em lidar com as palavras, em inventar sons em descobrir relações e este prazer mantém-se para o resto da vida!

Ontem, por exemplo ouvi o T. a dizer que coração tinha a ver com leão – e estava cheio de razão, então digam lá se coração não rima com leão? e no outro dia o R. descobriu que pudim começava pelo som pu. Não é esta consciência fonológica que depois lhe permitirá adquirir e dominar a linguagem escrita?

Os que as crianças fazem é descobrir o funcionamento da língua (escrita e falada). A função do educador, mais do que dar letras aleatoriamente, é proporcionar oportunidades vida em grupo, encontros com diferentes formas de comunicar (histórias, debates, conversas informais, narrar, distribuir tarefa, dramatizações…) alargando assim, intencionalmente as situações de comunicação em diferentes contextos e com diferentes interlocutores. A sua atitude e o ambiente que cria ao redor da criança, com inúmeros estímulos visuais e estéticos, são facilitadores da familiarização com o código escrito que aos poucos vai emergindo.

O principal “contacto com a escrita tem como instrumento fundamental o livro” (O.C., p.70). Na acção de formação que frequentei na passada sexta-feira, o professor Rui Marques Veloso referia que mais do que um choque tecnológico, este país precisava de um choque estético. Concordo! há lá coisa mais bonita do que a beleza! há lá coisa mais bonita que um bom livro… “aquele que apresenta uma qualidade estética marcante, com um discurso depurado, pleno de virtualidades em termos de imaginário e de pontes para a compreensão do mundo” (Rui Veloso)

E porque “ninguém nasce leitor” (Rui Veloso) o educador lê, proporciona momentos de contacto com os livros, com diversos tipos de texto escrito (jornais, revistas) e permite que as crianças “leiam”, interpretem e compreendam o que as rodeia. E o educador promove projectos que envolvam livros e leituras.

As crianças são assim preparadas para adquirem as competências básicas para que quando cheguem à escola do Primeiro Ciclo (Primária) a emergência da escrita e da leitura flua de forma natural. Ninguém constrói uma casa a partir do tecto e raras são as casas que se mantêm de pé com alicerces pouco robustos, então porquê começar a dar as letras e os números antes das crianças estarem preparadas para as aprenderem?

http://www.historiadodia.pt/pt/index.aspx

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