Archive for Dezembro, 2008

Da janela do comboio espreito o mundo lá fora

Gostava que todos nos tivessem acompanhado nesta aventura: o entusiasmo, a primeira vez  que entram no comboio, as perguntas… são estes os grandes privilégios dos educadores. Mas nada de inveja, os pais podem e devem repetir estas actividades com os seus filhos, porque as conversas deles são simplesmente deliciosas.

Partindo do principio que “os seres humanos desenvolvem-se e aprendem em interacção com o mundo que os rodeia” (O.C. pág.79) decidimos levar o grupo numa viagem de comboio até Faro. Era a primeira vez que muitos andavam de comboio e para os que já tinham andado era uma alegria voltar a repetir a experiência. Muitos ficaram espantados com o tamanho do comboio, outros verificaram que não existiam cintos de segurança nos bancos, outros ainda perguntavam porque é que o comboio andava devagar e depois depressa.  Esclarecidos, olhavam pela janela e para a paisagem que ia mudando.

Mas a visita tinha ainda o objectivo de “proporcionar aprendizagens pertinentes com significado para as crianças” partindo da “curiosidade natural das crianças e do seu desejo de saber” (O.C. pág. 79 e 85). Descobrimos o nosso trabalho no meio de tantos outros na exposição “Sair da Concha” no Museu Ciência Viva em Faro e depois com uma forte componente de educação para o ambiente, experimentámos as inúmeras actividades científicas que nos reservaram.

O regresso fez-se de forma calma, com tempo para apreciar a zona ribeirinha, os barcos e as gaivotas. O almoço fez-se dentro do comboio, que estava parado à espera da hora para partir.

No dia seguinte ainda falavamos da nossa viagem de comboio.

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Natal com conta, peso e medida

garfieldHá muito que as crianças falam do Natal e este é um dos temas incontornáveis no Jardim de Infância. Os diferentes costumes e crenças das famílias em relação a esta data, criam na sala um ambiente enriquecedor que favorece a multiculturalidade e confirmam o espírito natalício da partilha, amizade e confraternização. Esta é a altura ideal para trabalhar com das famílias: conhecê-las melhor e dar a conhecer o nosso trabalho, transmitindo mensagens importantes que nos servem para reflectir e melhorar o mundo em que vivemos.

Tendo em vista este objectivo, começámos a preparar a Festa de Natal. E porque andamos à volta dos peixes e vimos lixo na praia,  não poderíamos deixar de aproveitar esta temática para enviarmos a nossa mensagem. A partir da história “O dia em que o mar desapareceu” de Maria João Cromicho e José Fanha, vamos construir a nossa peça de teatro.

Aqui estamos a trabalhar nos fantoches…

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E nesta altura de apelos consumistas irresistíveis deixamos aqui algumas ideias de como comemorar este Natal com a conta, peso e medida e já agora respeito, que o nosso Planeta merece.

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