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“Vamos Limpar Portugal”

Hoje é o Dia L e o jardim de infância de Vale Serves orgulha-se de ter participantes activos neste movimento cívico que pretende num dia limpar Portugal inteiro e assegurar assim, o bem-estar das futuras gerações.

Pedimos aos participantes que nos enviem fotografias do vosso trabalho. Seria importante para sensibilizar a comunidade em geral. Bom trabalho 🙂

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O ciclo da água

Neste último mês dedicámos o nosso estudo à volto do tema da água. Terminámos com a realização de algumas experiências relacionadas com a poluição e com o ciclo da água, seleccionando também as três palavras-chaves para o Eco-Código da Água.

1. Experiência Vamos limpar a água suja

A experiência teve como principal objectivo demonstrar algumas das fases do processo de limpeza da água, bem como, sensibilizar para o facto da dificuldade e do trabalho que dá limpar a água, dando a conhecer o trabalho elaborado nas Estações de Tratamento de Água Residuais.

2. Experiência o ciclo da água

Esta experiência teve como principal objectivo recordar o ciclo da água introduzindo o conceito de condensação, evaporação e precipitação. Foi utilizado o Molde do Ciclo da Água.

Finalmente decidimos quais seria o nosso eco-código a aplicar quanto à água:

  • “Pôr o balde quando chover para aproveitar a a água da chuva e regar a nossa hortinha.”
  • “Quando lavar as mãos não brincar com a água para não desperdiçar.”
  • “Puxar o autoclismo só uma vez para pouparmos água.”

Registámos graficamente as frases com recurso à pintura com bolhinhas. Utilizámos um alguidar com água (da chuva), pusemos água, tinta azul e com uma palhinha soprámos até as bolhinhas subirem. Depois colocámos o nosso papel já desenhado em cima das bolhinhas que ficou todo pintado.

Podem apreciar o nosso trabalho final no placar do Eco-Escolas!

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“Eu por ti e tu por mim”

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Como é nosso dever cívico, aderimos à campanha solidária e pedagógica promovida pela Câmara Municipal de Albufeira com vista “a beneficiar as famílias e pessoas, que apresentem maiores carências socioeconómicas, … bem como transmitir valores como a tolerância e a solidariedade” como salientou José Carlos Rolo, Vice-Presidente da Autarquia.

Estender a mão a quem precisa e incutir valores como estes nas crianças e na comunidade em geral será, sem dúvida, um passo de gigante na construção de uma sociedade socialmente mais justa e equilibrada e, certamente, uma forma de prevenir crises como esta.

Depois de apresentada a campanha, pedimos às crianças que decorassem as caixas e que dissessem algumas palavras sobre o que é ser solidário. O resultado é uma caixa quase, quase cheia de bens alimentares.

Obrigada a todos que contribuíram. 🙂

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A leitura e a escrita no JI

À medida que a escolaridade obrigatória se aproxima, crescem as pressões sobre os educadores para ensinarem as “letras” e os “números”.

As Orientações Curriculares para a Educação pré-escolar (O.C.) são claras quanto a esta questão: “… pretende-se acentuar a importância de tirar partido do que a criança já sabe, permitindo-lhe contactar com as diferentes funções do código escrito. Não se trata de uma introdução formal e “clássica” à leitura e à escrita, mas de facilitar a emergência da linguagem escrita.” (p. 65)

Então se não aprendem as letras e os números o que é que afinal estão lá a fazer?

A brincar! Quando brincam com os livros, com as rimas, canções, recortes de revistas, pinturas (…) quando a aprendizagem se baseia na exploração lúdica da linguagem, as crianças apercebem-se do prazer em lidar com as palavras, em inventar sons em descobrir relações e este prazer mantém-se para o resto da vida!

Ontem, por exemplo ouvi o T. a dizer que coração tinha a ver com leão – e estava cheio de razão, então digam lá se coração não rima com leão? e no outro dia o R. descobriu que pudim começava pelo som pu. Não é esta consciência fonológica que depois lhe permitirá adquirir e dominar a linguagem escrita?

Os que as crianças fazem é descobrir o funcionamento da língua (escrita e falada). A função do educador, mais do que dar letras aleatoriamente, é proporcionar oportunidades vida em grupo, encontros com diferentes formas de comunicar (histórias, debates, conversas informais, narrar, distribuir tarefa, dramatizações…) alargando assim, intencionalmente as situações de comunicação em diferentes contextos e com diferentes interlocutores. A sua atitude e o ambiente que cria ao redor da criança, com inúmeros estímulos visuais e estéticos, são facilitadores da familiarização com o código escrito que aos poucos vai emergindo.

O principal “contacto com a escrita tem como instrumento fundamental o livro” (O.C., p.70). Na acção de formação que frequentei na passada sexta-feira, o professor Rui Marques Veloso referia que mais do que um choque tecnológico, este país precisava de um choque estético. Concordo! há lá coisa mais bonita do que a beleza! há lá coisa mais bonita que um bom livro… “aquele que apresenta uma qualidade estética marcante, com um discurso depurado, pleno de virtualidades em termos de imaginário e de pontes para a compreensão do mundo” (Rui Veloso)

E porque “ninguém nasce leitor” (Rui Veloso) o educador lê, proporciona momentos de contacto com os livros, com diversos tipos de texto escrito (jornais, revistas) e permite que as crianças “leiam”, interpretem e compreendam o que as rodeia. E o educador promove projectos que envolvam livros e leituras.

As crianças são assim preparadas para adquirem as competências básicas para que quando cheguem à escola do Primeiro Ciclo (Primária) a emergência da escrita e da leitura flua de forma natural. Ninguém constrói uma casa a partir do tecto e raras são as casas que se mantêm de pé com alicerces pouco robustos, então porquê começar a dar as letras e os números antes das crianças estarem preparadas para as aprenderem?

http://www.historiadodia.pt/pt/index.aspx

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